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Jornal Comunica Ação Espírita | 147ª edição | 09 de 2021.

Armazém da paz

A internet surgiu há pouco mais de meio século e a WEB, ou Rede Mundial de Computadores, é mais recente, datando da década de 1990. Essa tecnologia revolucionou a maneira de se viver. Atualmente, raras são as pessoas que não tenham o seu dia a dia afetado pelas redes sociais.

Ganhamos tempo e agilidade na execução de um sem-número de tarefas, além de despender muito menos esforço nelas, devendo sobrar mais tempo para ocupar corpo e mente em outras atividades. Isso na teoria porque na prática não é o que verificamos.

A vida moderna exige cada vez mais participação maior de cada um de nós na sociedade. Somos cobrados para agir em várias áreas e, sobretudo, para opinar em tudo como se o silêncio fosse uma demonstração de ignorância ou fraqueza.

O resultado é que para não sermos tachados de alienados na política, na economia ou em muitos outros temas, inclusive, alguns absolutamente triviais, vivemos estressados, sem tempo para dedicarmos a nós mesmos.

Por isso, precisamos cuidar de criar em nosso íntimo aquilo que poderíamos denominar de “armazém da paz” ou, ao menos, um “quartinho da paz”. O primeiro serviria para uso pessoal e ser compartilhado com os que nos rodeiam. Uma forma ou capacidade de contagiarmos com a nossa tranquilidade os que de nós se aproximem. 

Doar da paz inquebrantável aninhada em nossa alma, conforme palavras do Cristo em João, 14:27: Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.

Para os que se sentirem menos credenciados a estender o benefício para além da própria intimidade, restaria a possibilidade de reservar um pequeno espaço dentro da casa mental, só nosso, no qual poderíamos nos refugiar alguns minutos no dia, especialmente quando nos sentimos assediados pelo desequilíbrio causado pelo excesso de informações, inquietações e problemas do mundo inteiro e com o qual nos dizem estarmos comprometidos. 

E ali relaxar, refletir, orar e meditar, promovendo um encontro conosco mesmos. Afinal, precisamos estar no mundo sem sermos do mundo.

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