ADE-PR: Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná

Especial

Marca de nascença no menino Ian é evidência a favor da reencarnação. Assista o vídeo clicando aqui.

Jornal Comunica Ação Espírita | 76ª edição | 11 de 2009.

A transformação social começa nos lares e escolas

A notícia da criação do Núcleo Espírita Uni­versitário das Faculdades Integradas “Espírita” é um passo a mais na direção de irradiar o conhecimento disponibi­lizado pelo Espiritismo para fora dos muros dos centros espíritas. Neste sentido a mídia desempenha um papel fun­damental, sem dúvida. Mas não é o único meio. A inserção social do pensamento transformador da Doutrina Espírita faz-se também pela prática ou exemplificação individual.

Para que a mesma se acelere torna-se necessário a atuação fora dos limites físicos das instituições espíritas ocupando outros espaços, tornando possível, sem proseli­tismo barato, o contato principalmente com seus funda­mentos filosóficos de consequências morais.

Neste sentido, as instituições de ensino em ge­ral, não só as universidades, podem perfeitamente servir de ponte entre aqueles que já dominam este conhecimento e os que o ignoram completamente. No caso específico do meio acadêmico a abertura de portas deve objetivar não só o debate entre os que lá já se encontram, mas oferecer opor­tunidade de participação de toda a comunidade, espíritas ou não, de maneira democrática e alteritária.

O Movimento Espírita precisa estar sintoniza­do com todos os temas que afligem o ser humano, seja na área do direito, da medicina, da ética ou da administração pública, enfim, da vida em sociedade. Possuímos grande quantidade de pessoas altamente gabaritadas que deveriam se oferecer para fazer palestras nas escolas e em centros co­munitários. Não para falar de Espiritismo ou só dele, mas dos princípios morais em geral com eventuais noções de seus conceitos filosóficos fundamentais: Deus, reencarna­ção, livre-arbítrio, lei de causa e efeito.

Temos que aspirar a implantação em caráter fa­cultativo, se não for possível convencer as autoridades da área a adotar como disciplinas obrigatórias, programas que contemplem desde os primeiros períodos da vida escolar, a apreciação de temas como, por exemplo, a educação no trânsito e a correta conduta em relação ao meio ambiente ou contra a violência tão banalizada no nosso dia a dia.

Além de estarmos preparando cidadãos melho­res para o futuro imediato, estas mesmas crianças e jovens acabarão levando para dentro de seus lares o que aprendem, alterando o próprio comportamento muitas vezes inade­quado dos familiares. Aliás, a atuação junto às famílias é um trabalho que os espíritas poderiam efetuar de modo complementar, oferecendo não apenas auxílio material, mas também e principalmente, elementos pertinentes à educação preconizada por Allan Kardec. Não somente a intelectual que faz homens instruídos, mas a moral que faz homens de bem, ministrada não pelos livros, mas pela arte de formar os caracteres a partir da renovação dos hábitos, pois a educação nada mais é que o conjunto dos hábitos adquiridos.

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