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Jornal Comunica Ação Espírita | 76ª edição | 11 de 2009.
A edição n° 17 do “ADE-PR Informativo”, referente ao bimestre janeiro-fevereiro de 2000, trouxe na capa texto de Walter Baruffi sob título “O Fluido Cósmico Universal”. Já na página 02 constou, além do Editorial, o “Cantinho Científico”. Vejamos um pouco do que cada um deles tratou.
No Editorial o tema foi resumido na pergunta “Dinamização do Movimento Espírita: pressão ou persuasão?”. Embora dissesse respeito a um problema interno vivido à época pela Abrade – Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo, qual seja uma decisão a respeito da permanência ou não da instituição no Conselho Federativo Nacional, o fato é que os argumentos do editorialista seguem válidos ainda hoje e para outras situações.
Recortamos abaixo alguns trechos. Entendemos que se a liberdade é direito inalienável do ser humano, também deve sê-lo das coletividades e a dinâmica do movimento espírita como veículo que serve a um agente de transformação social... não pode prescindir da mesma. Os clamores por mudanças... o desejo de querer ser ouvido a qualquer custo... deve ser substituído pela busca do diálogo....
O raciocínio maniqueísta de que quem não concorda explicitamente com certas teses, necessariamente colide com o Codificador, não é espírita, etc, não reflete a verdade íntima de cada um, ignorando circunstâncias, momento e dificuldades particulares.
É fato que mudanças sem conta ao longo da história da humanidade se deram em momentos dramáticos e nascidas de pressões, conflitos e lutas... Mas no meio espírita não deveria haver mais espaço para ataques pessoais, agressões verborrágicas, exigências antes de sugestões, anátemas que lembram tristes desvios sectaristas...
Novas contribuições de dinamização, novos modelos administrativos só podem enriquecer a atuação do Espiritismo na sociedade, mas com moderação e critérios que deixem ao largo as discórdias divisionistas e só utilize-se daquilo que puder somar...
A seção “Cantinho Científico” foi inaugurada naquela primeira edição do ano 2000. O assunto tratado em apenas três parágrafos foi a fluidoterapia. Citava, por exemplo, as experiências da Dra. Elizabeth
Rauscher sobre a aceleração no desenvolvimento de bactérias unicamente por força da energia irradiada pela imposição de mãos. Também a sensitiva russa Eugênia Djuna que, servindo-se do mesmo recurso, provocava o crescimento de cevada em dois recipientes, sendo um deles regado com água normal e outro após fluidificação.
Mencionava a atuação da médium Elizabeth D’Esperance, estudada pelo sábio russo Alexander Aksakof durante 20 anos a qual era capaz de reavivar samambaias e outras plantas e a própria Djuna que obtivera curas de câncer de pele e recuperara os batimentos cardíacos de uma rã, tudo às custas do próprio magnetismo humano.
O texto informava que havia sido observada a interferência da energia desprendida durante a imposição de mãos no ciclo eletroencefalográfico que se alterava do Beta ou mais de 13 ciclos/seg para o Alfa, entre 07 e 13 ciclos. O professor Otto Rahn, da Universidade de Cornelle – USA também detectou a energia emitida a partir das pontas dos dedos suficiente para matar micro-organismos.
Foi incluída uma última anotação referente a estudos que apontavam para um prazo de validade de 24 horas para a água magnetizada. (*)
Na página 03, notícias sobre um curso de esperanto, o Clube do Livro Espírita, a reprodução de pequeno texto de “A Gênese” (item 20), em “Kardec afirma” e o artigo “O Incremento da Imprensa Espírita
Paranaense” que inventariava os jornais espíritas existentes no Estado. Eram eles: “Mundo Espírita”, de Curitiba; “O Imortal”, de Cambé; “O Universo Espírita”; “Laço Eterno”, de Foz do Iguaçu; “Folha Educar Bem” e “Documentos SBBE”, ambos da capital; e “Alvorada de Luz”, de Londrina, além do próprio “ADE-PR Informativo”.
Fechando a edição o texto “Ser Espírita”, no qual o articulista elegia cinco pontos que, segundo ele, caracterizam a condição de espírita verdadeiro. São eles: ser cristão, adotar o “Fora da caridade não há salvação”, o estudo permanente das Obras Básicas, a compreensão teórica e prática dos Princípios Fundamentais da Doutrina e o entendimento claro do significado da definição de Kardec “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz no combate às suas más tendências”.
(*) Essa informação transmitida pelo autor do texto numa palestra pública em certa Casa Espírita da Região Metropolitana de Curitiba, embora amparada pelas respectivas fontes, causaram discordância nos seus dirigentes e mesmo após esclarecimentos complementares, culminaram com a supressão do nome do palestrante da relação de seus convidados. De fato, passada uma década, nunca mais o palestrante lá voltou.
Fatos como este, em circunstâncias mais ou menos idênticas, repetem-se com frequência em várias Casas, numa demonstração clara de autoritarismo, intolerância ao novo, excesso de zelo, antipatias pessoais e, às vezes, de renúncia ao uso da fé raciocinada simplesmente substituída pelo obscurantismo e teimosia. (NE)
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